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quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

O covarde



ATÉ HÁ uns dias atrás e por conhecê-lo já há alguns anos, pensei que José António Saraiva não passasse de um louco – isto apesar de uma outra safadeza que lhe conheço e que não abonam em nada relativamente ao seu carácter. Agora, depois de ler o texto  infeliz com que quis ajustar contas com um morto (algo que não foi capaz de fazer enquanto Emídio Rangel estava vivo...), percebi que Saraiva, além de mal formado, é um cobarde. E no mais que previsível dia em que algum familiar ou amigo de Rangel (ou mesmo de Margarida Marante) lhe "partir" mais do que merecidamente a cara, só se irão perder as que cairem no chão...

quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Marina Silva


A AGORA candidata presidencial Marina Silva representa um Brasil arcaico, retrógrado, conservador, beato na pior acepção do termo. Um Brasil que tem o pior do velho Brasil do "ame ou deixe-o" e o mais insuportável de um Brasil emergente e que por vezes não consegue esconder uns naturais  toques de novo-riquismo. Sob uma capa de um ambientalismo fundamentalista e eivada de um discurso religioso ortodoxo, Marina é de um oportunismo político gritante, sentindo-se dona de um capital  eleitoral que um natural descontentamento social e urbano lhe vai garantindo a cada eleição. Ela personifica aquele discurso já rançoso dos que, de maneira oportunista, tentam "cavalgar" a desilusão e o desencanto de quem não viu os seus problemas resolvidos e dos que não hesitam em usar qualquer crítica ao sistema (por mais tola que seja...) para explorar à exaustão. Essa é a verdadeira Marina - gasta, velha e sem nada de novo para oferecer a  ninguém não ser a "exploração" da morte de Eduardo Campos e um discurso que, de tão repetitivo e sem conteúdo, não passa disso mesmo: repetitivo e sem conteúdo...

domingo, 17 de Agosto de 2014

O "seguro de vida" de Dilma


A PROPÓSITO deste "realinhamento" das eleições presidenciais brasileiras provocado pelo acidente aéreo que vitimou Eduardo Campos, não resisto a deixar aqui um prognóstico - antes de qualquer sondagem: num eventual segundo turno e num hipotético confronto entre ambas, Marina Silva será o autêntico "seguro de vida" de Dilma Rousseff...

quinta-feira, 14 de Agosto de 2014

Marinho Pinto: o anúncio certo no "local" certo...


TENDO EM conta os últimos "números" que o (im)previsível António Marinho Pinto tem protagonizado e aquele seu imenso e transbordante ego, de facto o antigo bastonário da Ordem dos Advogados não podia ter encontrado melhor local para anunciar a sua candidatura a primeiro-ministro que num daqueles sensaborões questionários que enxameiam os jornais portugueses nestes tempos estivais - ainda para mais respondendo às perguntas apatetadas de um humorista Nilton. Como dizem os brasileiros, "só pode ser piada mesmo"...

quarta-feira, 6 de Agosto de 2014

A frase de Costa



CONHEÇO DESDE miúdo o António Costa. E tenho apreço por ele, pese algumas divergências que, uma ou outra vez e numa ou outra situação, possamos ter tido. Na política é - aliás, sempre foi... - uma "mula", daqueles que não dá ponto sem nó e de um calculismo a toda a prova. Desde sempre ele soube que lhe estava reservado um lugar cimeiro na política portuguesa, que  propriamente não é o de presidente da Câmara de Lisboa. Isso, hoje em dia, não lhe chega, quer obviamente mais, muito mais - o que necessariamente não quer dizer que alcance. Mas como que é daqueles de "antes quebrar que torcer", não tenho qualquer dúvida que a última coisa que fará é desistir, ou deixar de aliar-se a quem quer que seja para chegar lá. Costa é assim, goste-se ou não. Ao ponto de não ter qualquer pejo em fazer uma declaração como a que fez ainda recentemente: "Sei que muita gente votou em mim, nas autárquicas, para me dar força para assumir outras responsabilidades"… Uma frase tão perigosa, quanto narcisista...

domingo, 27 de Julho de 2014

Bem prega frei Tomás...



CERTAMENTE ASSOBERBADO com o seu trabalho como consultor de um conhecido escritório de advocacia da capital, Luís Marques Mendes mal deve ter tempo para preparar  o espaço de comentário político que semanalmente a SIC insiste em conceder-lhe. Ou então, outra hipótese: o respeito que lhe merecem os telespectadores é nulo, tomando-os por "patós" ou, no mínimo distraídos… Só assim se pode interpretar a forma como recentemente o antigo líder do PSD e posteriormente aplicado e irrequieto consultor da "Abreu Advogados"  abordou o “caso Espírito Santo”, criticando a alegada promiscuidade entre política e negócios. Diz ele, com uma "lata" verdadeiramente notável e usando aquele seu ar que tão tão doutoral roça o ridículo que  “à política o que é de política, aos negócios o que é de negócios”… E como se não chegasse, conclui: "É bom que os banqueiros queiram fazer negócios e ganhar dinheiro, mas têm de ter cuidado com a ganância”. Pois, 'tá bem abelha...

terça-feira, 22 de Julho de 2014

Belém a as chances de Santana Lopes


ACREDITO QUE o cenário incomode muito boa gente, mas lá que ele a pouco e pouco se vai consolidando, lá isso ninguém pode negar… Falo das chances de êxito de uma candidatura de Pedro Santana Lopes à Presidência da República - isso mesmo, leram bem: as chances do actual provedor da Santa Casa vir a suceder a Cavaco Silva em Belém. Só não vê quem não quer, só finge não acreditar quem prefere colocar à frente do óbvio as suas preferências (ou "despreferências"…) pessoais e políticas. Não arranje a esquerda um candidato forte e abrangente - e só vislumbro António Guterres para desempenhar esse papel - e ainda vou ver Santana Lopes a receber a faixa presidencial lá para 2017. Seria a confirmação de algo que a história já provou à saciedade: para se fazer política tem de se fazer com coragem...

sábado, 19 de Julho de 2014

Caímos que nem patinhos...


SEM QUERER aqui discutir as virtudes ou defeitos da controversa adesão da Guiné Equatorial como membro de pleno direiro da CPLP, não posso deixar de notar as ausências dos presidentes José Eduardo dos Santos e Dilma Rousseff da cimeira de Díli, a reunião de chefes de Estado que irá "sacramentar" formalmente a entrada daquele país africano no universo lusófono e na qual, na prática, Cavaco Silva irá fazer as honras da casa. Curioso, para não dizer sintomático, especialmente se tivermos em conta que, ao invés de Angola (grande entusiasta) e do Brasil (que nunca se opôs), Portugal foi quem, ao longo dos anos, mais entraves colocou às pretensões do regime de Teodoro Obiang
Não sejamos ingénuos ao ponto de supor que essas duas ausências são fruto do acaso ou de alguma agenda sobrecarregada por parte de algum desses dois presidentes - claro que não, elas foram óbvia e estrategicamente planeadas de forma a que Portugal ficasse exposto, refém e com o chamado "odioso" de todo este processo que, ou muito me engano, ainda irá fazer correr muita tinta. É o que dá entregarmos o comando do palácio das Necessidades a anciões cuja única preocupação é fazer pela vidinha e a políticos de terceira ou quarta linha cujo seu horizonte, por muito carimbo que já possam mostrar no passaporte, não passa de Vilar Formoso...

Um vómito...


ACREDITO QUE nos anos em que andei pelo jornalismo possa ter algumas vezes pisado o risco e mesmo infringido algumas daquelas que são consideradas as regras básicas do jornalismo no que se refere à ética e à deontologia - mas também, verdade seja dita, a quem isso não sucedeu? Agora há uma coisa que eu posso garantir, teimar e mesmo bater o pé: nunca,  mas nunca mesmo, em mais de vinte anos de profissão, muitos deles em funções que envolviam responsabilidade editorial, senti-me tentado alguma vez a recorrer a recursos vergonhosos e a roçar o grotesco como o diário de maior circulação em Portugal fez ontem a propósito do avião abatido nos céus da Ucrânia. Aquela primeira página é o reflexo do estado a que chegou o nosso jornalismo (se é que ainda assim pode ser denominado…) e da inacreditável falta de escrúpulos, repito, falta de escrúpulos por parte de quem escolheu e editou a fotografia publicada a toda a largura da primeira página. No mínimo, nojento...

quarta-feira, 16 de Julho de 2014

O BES, ainda e sempre o BES...


JÁ AQUI o escrevi, mas penso que vale a pena relembrar até porque é um dado importante em todo o processo BES: Ricardo Salgado e a sua mulher Maria João possuem há muito cidadania brasileira - pelo menos desde os tempos que residiram no Brasil no período pós-25 de Abril. Algo que pode pesar no futuro do mais recente desempregado da banca portuguesa...